Friday, August 17, 2007
Sem explicação.
Boa noite.
Minha cabeça anda completamente cheia, mas de um tema só.Vou tentar colocar ele nas palavras.
Tem determinadas coisas que acontecem nas nossas vidas que não tem explicação.Sentimentos que temos, palavras que dizemos, sorrisos que ganhamos e damos, são todas coisas inexplicáveis sobre as relações humanas, tão disfarçadamente casuais.Não preciso dizer que na minha opinião, essas coisas que sentimos são todas energias que transitam numa vibração em que nos encaixamos quase que perfeitamente, e por isso nos sentimos tão bem(ou tão mal) quando as experimentamos.Algumas coisas servem de exemplo para criar esses sentimentos que não sabemos definir direito, e que tentamos explicar uns pros outros, mas sempre desistimos ou não somos compreendidos.A música, a literatura, o cinema, as lágrimas, os sorrisos, a paixão, e o mais importante de todos, o amor.
Outro dia eu estava discutindo sobre a criação dos robôs, e o quão perfeitos a nossa tecnologia será capaz de fazê-los ser.Se um robô conseguir sentir o que eu sinto quando ouço o solo de guitarra de 'Sultans of Swing' do Dire Straits, ou a voz de Robert Johnson cantando 'Sweet Home Chicago', vou aplaudir de pé, pois acredito que esses sentimentos são muito individuais, e muito difíceis de serem artificializados, apesar de eu acreditar muito na capacidade de criação humana.Ver dois robôs apaixonados seria algo realmente impressionante, mas sinceramente eu não acredito que um objeto de metal consiga aguentar tantos pensamentos, tanto calor no coração, tanto congestionamento de sentimentos, tanta vontade de viver assim.
A beleza de todos esses sentimentos é exatamente o fato de serem inexplicáveis.É o mistério que cada pessoa carrega dentro de si, inviolável e protegido a sete chaves pela sua própria mente, sem que muitas vezes você saiba, conscientemente, que está se protegendo.Eu penso que nós vivemos muito para dentro de nós mesmos, sem perceber..os sentimentos são os nossos vícios, as nossas drogas diárias, que são aceitas pela sociedade, afinal, eu não sei quanto a vocês, mas eu não vivo um dia sem música, sem um abraço ou sem um sorriso de alguém.
Nos últimos dias, eu venho me sentindo mais quente, mais alegre, mais vivo.Estou sentindo o sentir, de fato, e descobrindo que não consigo explicá-lo.As palavras não alcançam a perfeição de um sentimento..como escritor eu deveria estar decepcionado, mas não estou, pois acima de alguém que escreve, sou um alguém que sente, e sente muita coisa...fico muito feliz em poder sentir que estou sentindo.No fundo, só consigo entender que sentir é inexplicável, e toda palavra que tente definir o que é o sentimento, será só uma definição seca num dicionário, ou um poema de alguém apaixonado, que lhe fará dar um sorriso ou uma lágrima,mas que no fundo não compreende o real sentido do que poeta sente, só acredita ser belo, porque já se sentiu parecido alguma vez na sua vida.O sentido de estar apaixonado por tudo se tornou uma coisa muito clara quando eu entendi que nada pode definir toda a minha paixão pelo mundo e pelas pessoas.Por um lado, fico muito frustrado por não poder fazer as pessoas compreenderem isso, mas me sinto muito bem ao saber que os outros sentem o que sentem, e são muito felizes assim.
Só posso dizer que não descartem os seus sentimentos.Se você ama uma pessoa, diga isso a ela, isso vai acalmar o seu coração, e com certeza fará o de alguém sorrir, se você quer viver tudo, sinta tudo, sem medo de querer todas as coisas!O mundo não te espera, e o tempo nunca para, você é quem tem de correr atrás dele, o mais rápido que puder, e de preferência com o coração muito aberto pra tudo o que você vai sentir.
Com toda a sinceridade que eu podia ter num texto.
Boa noite.
Quanticum.
Minha cabeça anda completamente cheia, mas de um tema só.Vou tentar colocar ele nas palavras.
Tem determinadas coisas que acontecem nas nossas vidas que não tem explicação.Sentimentos que temos, palavras que dizemos, sorrisos que ganhamos e damos, são todas coisas inexplicáveis sobre as relações humanas, tão disfarçadamente casuais.Não preciso dizer que na minha opinião, essas coisas que sentimos são todas energias que transitam numa vibração em que nos encaixamos quase que perfeitamente, e por isso nos sentimos tão bem(ou tão mal) quando as experimentamos.Algumas coisas servem de exemplo para criar esses sentimentos que não sabemos definir direito, e que tentamos explicar uns pros outros, mas sempre desistimos ou não somos compreendidos.A música, a literatura, o cinema, as lágrimas, os sorrisos, a paixão, e o mais importante de todos, o amor.
Outro dia eu estava discutindo sobre a criação dos robôs, e o quão perfeitos a nossa tecnologia será capaz de fazê-los ser.Se um robô conseguir sentir o que eu sinto quando ouço o solo de guitarra de 'Sultans of Swing' do Dire Straits, ou a voz de Robert Johnson cantando 'Sweet Home Chicago', vou aplaudir de pé, pois acredito que esses sentimentos são muito individuais, e muito difíceis de serem artificializados, apesar de eu acreditar muito na capacidade de criação humana.Ver dois robôs apaixonados seria algo realmente impressionante, mas sinceramente eu não acredito que um objeto de metal consiga aguentar tantos pensamentos, tanto calor no coração, tanto congestionamento de sentimentos, tanta vontade de viver assim.
A beleza de todos esses sentimentos é exatamente o fato de serem inexplicáveis.É o mistério que cada pessoa carrega dentro de si, inviolável e protegido a sete chaves pela sua própria mente, sem que muitas vezes você saiba, conscientemente, que está se protegendo.Eu penso que nós vivemos muito para dentro de nós mesmos, sem perceber..os sentimentos são os nossos vícios, as nossas drogas diárias, que são aceitas pela sociedade, afinal, eu não sei quanto a vocês, mas eu não vivo um dia sem música, sem um abraço ou sem um sorriso de alguém.
Nos últimos dias, eu venho me sentindo mais quente, mais alegre, mais vivo.Estou sentindo o sentir, de fato, e descobrindo que não consigo explicá-lo.As palavras não alcançam a perfeição de um sentimento..como escritor eu deveria estar decepcionado, mas não estou, pois acima de alguém que escreve, sou um alguém que sente, e sente muita coisa...fico muito feliz em poder sentir que estou sentindo.No fundo, só consigo entender que sentir é inexplicável, e toda palavra que tente definir o que é o sentimento, será só uma definição seca num dicionário, ou um poema de alguém apaixonado, que lhe fará dar um sorriso ou uma lágrima,mas que no fundo não compreende o real sentido do que poeta sente, só acredita ser belo, porque já se sentiu parecido alguma vez na sua vida.O sentido de estar apaixonado por tudo se tornou uma coisa muito clara quando eu entendi que nada pode definir toda a minha paixão pelo mundo e pelas pessoas.Por um lado, fico muito frustrado por não poder fazer as pessoas compreenderem isso, mas me sinto muito bem ao saber que os outros sentem o que sentem, e são muito felizes assim.
Só posso dizer que não descartem os seus sentimentos.Se você ama uma pessoa, diga isso a ela, isso vai acalmar o seu coração, e com certeza fará o de alguém sorrir, se você quer viver tudo, sinta tudo, sem medo de querer todas as coisas!O mundo não te espera, e o tempo nunca para, você é quem tem de correr atrás dele, o mais rápido que puder, e de preferência com o coração muito aberto pra tudo o que você vai sentir.
Com toda a sinceridade que eu podia ter num texto.
Boa noite.
Quanticum.
Sunday, August 12, 2007
1...2...3...
Boa Noite.
Depois de tanto tempo sem postar, tomara que esse texto seja do agrado :)
9.482.400.Esse é aproximadamente o número de minutos que eu vivi até hoje, contando do começo desse texto.Parece pouco, né?Quero dizer, é muito inquietante saber que todo o seu tempo de vida pode ser contado dessa maneira, em números claros, concretos e que são do conhecimento de todas as pessoas, afinal, hoje em dia, os algarismos indo-arábicos são conhecidos praticamente pelo mundo inteiro, e não mudam quase nada de país para país.Sinto-me invadido, ao saber que qualquer pessoa desse mundo pode saber exatamente quanto tempo eu vivi.9.428.400 é, a partir do momento em que comecei esse texto, até os próximos 60 segundos seguintes, o meu número.Estarei eu desperdiçando-o ao escrever esse texto, ou contemplando-o de uma maneira como nunca em meus 9.428.400 minutos anteriores eu já havia feito?
Os números são realmente coisas fantásticas.Existe um fator enclausurador na lógica dos números, que eu acredito que muitas pessoas já devem ter notado.Você pode dividir qualquer coisa na metade, até o infinito, de acordo com os números.Sempre vai haver um novo número a seguir, nunca vai chegar a zero absoluto(dentro da esfera geral dos números, é claro).Se começarmos a pensar nisso, vamos divindo até o átomo, partículas subatômicas, e vamos chegar á energia.Onde fica a energia dentro dos números? Qual a potência pra marcar o tamanho, o peso, a massa da energia? Pasmem, os números, nossas belas criações, conseguem marcá-las.
Escrevendo esse texto, me convenci de que os números são o nosso passaporte pra novas descobertas, são a nossa chave única, que de vez em quando abre uma porta, sem querer, no infinito.Nossos pensamentos são feitos por energia, as idéias são energias, organizadas perfeitamente, em alguma lógica desconhecida, porém calculável.Tudo é calculável.Nossos números tem muito poder sobre nós, e precisamos compreender isso.
Os números, só pra finalizar o texto, são os fatores que nos mantém vivendo em organização.No fundo, toda a nossa sociedade é baseada em números.Calendários, relógios, aniversários, natais, equações, construções, desenhos, projetos..tudo isso foi pensado por nós, humanos, sobre uma base lógica, que é a base dos números.Eu pensei mais cedo, nós só temos noção de determinadas coisas que vão vir a ser muito importantes na nossa vida, se pensarmos nela pela primeira vez, e ainda bem que eu consegui pensar nisso logo.Ah, e só pra constatar, agora eu tenho 9.482.453 minutos de vida.
Boa noite
Quanticum.
Depois de tanto tempo sem postar, tomara que esse texto seja do agrado :)
9.482.400.Esse é aproximadamente o número de minutos que eu vivi até hoje, contando do começo desse texto.Parece pouco, né?Quero dizer, é muito inquietante saber que todo o seu tempo de vida pode ser contado dessa maneira, em números claros, concretos e que são do conhecimento de todas as pessoas, afinal, hoje em dia, os algarismos indo-arábicos são conhecidos praticamente pelo mundo inteiro, e não mudam quase nada de país para país.Sinto-me invadido, ao saber que qualquer pessoa desse mundo pode saber exatamente quanto tempo eu vivi.9.428.400 é, a partir do momento em que comecei esse texto, até os próximos 60 segundos seguintes, o meu número.Estarei eu desperdiçando-o ao escrever esse texto, ou contemplando-o de uma maneira como nunca em meus 9.428.400 minutos anteriores eu já havia feito?
Os números são realmente coisas fantásticas.Existe um fator enclausurador na lógica dos números, que eu acredito que muitas pessoas já devem ter notado.Você pode dividir qualquer coisa na metade, até o infinito, de acordo com os números.Sempre vai haver um novo número a seguir, nunca vai chegar a zero absoluto(dentro da esfera geral dos números, é claro).Se começarmos a pensar nisso, vamos divindo até o átomo, partículas subatômicas, e vamos chegar á energia.Onde fica a energia dentro dos números? Qual a potência pra marcar o tamanho, o peso, a massa da energia? Pasmem, os números, nossas belas criações, conseguem marcá-las.
Escrevendo esse texto, me convenci de que os números são o nosso passaporte pra novas descobertas, são a nossa chave única, que de vez em quando abre uma porta, sem querer, no infinito.Nossos pensamentos são feitos por energia, as idéias são energias, organizadas perfeitamente, em alguma lógica desconhecida, porém calculável.Tudo é calculável.Nossos números tem muito poder sobre nós, e precisamos compreender isso.
Os números, só pra finalizar o texto, são os fatores que nos mantém vivendo em organização.No fundo, toda a nossa sociedade é baseada em números.Calendários, relógios, aniversários, natais, equações, construções, desenhos, projetos..tudo isso foi pensado por nós, humanos, sobre uma base lógica, que é a base dos números.Eu pensei mais cedo, nós só temos noção de determinadas coisas que vão vir a ser muito importantes na nossa vida, se pensarmos nela pela primeira vez, e ainda bem que eu consegui pensar nisso logo.Ah, e só pra constatar, agora eu tenho 9.482.453 minutos de vida.
Boa noite
Quanticum.
Tuesday, May 01, 2007
Sobre sentir-se próximo.
Boa Noite!
Nos últimos dias aconteceram algumas coisas bem interessantes, vou relatar uma das minhas reflexões.
Há algum tempo atrás eu conversei com um amigo, numa festa, sobre os nossos pensamentos, e reflexões sobre o mundo, e a interação entre as pessoas.Ele me falou que pensava que as pessoas trocavam algum tipo de "energia" ou algo assim, e dizia serem átomos.Ou seja,se você conversa, toca, abraça, sente algo por alguém, você vai "passar" os seus "átomos" pra essa pessoa, e somos todos são contaminados pelos átomos, pelas idéias dos outros.Nesse mundo nós pensamos que somos, dentro das nossas cabeças, independentes em pensamento, coisa que estamos longe de ser.Todos somos seres influenciáveis, e influenciados, tudo que se pensa, já passou por alguma cabeça que pensa como você.
Nesse mesmo dia, após ouvir o que ele tinha pra dizer, eu falei pra ele o que eu pensava, e é aqui que começa o meu texto:
O que esse amigo me disse sobre os tais "átomos", eu prefiro chamar de vibração.A vibração, a energia de cada um, se propaga como o som, o odor, até mesmo a luz, afinal, são todos ondas, e ondas se propagam em vibrações.Penso que existem esferas de pensamentos entre as pessoas, e sentir-se próximo de alguém por se julgar parecido, quer dizer vibrar numa esfera próxima a dele.Ter opiniões similares, e ver aquele sorriso que nós damos quando ouvimos algo em que concordamos, é instigante.O ser humano tem a peculiar característica de gostar de ouvir o que pensa da boca de outras pessoas.Talvez seja um receio de ficar sozinho, e pensar sozinho.
Alguém já parou pra pensar porque a comida nos atrai tanto?Porque o cheiro das coisas, a cor de certos objetos, a voz de alguém, a maneira como a pessoa fala, pode nos atrair de uma maneira quase incontrolável?Não podemos esquecer que os grandes poetas, escritores, pensadores, e até mesmo ditadores desse mundo convenceram muita gente com simples e meras...palavras.
Não sei se até esse ponto é posssível compreender exatamente o que quero dizer, mas penso que a atração que temos uns pelos outros é a mesma atração que temos ao fazer algo que gostamos, sentir um cheiro bom, um gosto bom.A amizade, o amor, são todos sentimentos intensos que mexem com o nosso cérebro, fazendo com que se perca a capacidade de se concentrar em outra coisa senão aquele sentimento.Quem já ficou apaixonado sabe o que eu quero dizer, aquele pensamento interminável, as horas que se passam pensando em alguém antes de dormir, o coração batendo forte, o corpo quente, tudo isso.O mundo é repleto de sentimentos, em todas as coisas que existem e se movem, e nós, enquanto atores desse mundo complexo, vamos sentindo tudo, experimentando, sorrindo, chorando, vivendo.
Quando se conversa com alguém, existe uma troca de vibração tão intensa, que em algum segundo de conversa, sem mais nem menos, alguém pode se apaixonar.Ouvir palavras, sentir gestos que se querem ouvir e sentir, faz com que o nosso corpo inteiro se entregue a esse sentimento, e não se deseje nada mais do que isso.Ouvindo música, conversando, comendo, observando, estamos nos abrindo pra esse sentimentos, pra essas vibrações.
Pensando nisso numa escala ainda maior, o nosso mundo inteiro está unido por vibração,que não se refere somente a palavras que alguém fala, mas a músicas que se ouvem, a cores que se vêem, a odores que se sentem, a imagens que são apreciadas.É tudo tão claro! A pintura atrai, o surrealismo de Dalí me fascina, a música atrai, no teclado penetrante do Doors , a voz atrai, na intensidade do grave de Jim Morrison, a palavra atrai, nos escritos apaixonados e observantes de Pessoa, a comida cheirosa, o colchão confortável, tudo!Porque existem pessoas que preferem o azul, e outras que preferem verde?Porque há pessoas que não suportam cheiro de gelol, e outras que adoram?Porque alguns gostam de pagode, axé, outros de metal, outros de rock'n'roll, e por aí vamos?
Somos todos diferentes, e somos belos por isso.Somos essencialmente humanos.O mundo é feito de uma cadeia de sentimentos em que estamos mergulhados, tentando ver quem aprecia mais um ao outro, e é incrível poder sentir isso.Aquela pessoa que faz o seu coração bater tão fortemente pode ter o cheiro que você gosta, usar a cor que você aprecia, ou fazer gestos que são belos na sua concepção, e o melhor de tudo: você pode nem saber disso,e simplesmente..gostar.
Toda essa atração, o amor, a amizade, o abraço, uma fala que agrada, tudo é vibração, como disse no início do texto.Tudo chega aos seus ouvidos, ao seu cérebro, e você vai saber se te agrada ou não.Sentir-se próximo, atraído a alguém, é algo que me fascina cada vez mais, pois mostra o quanto esse mundo enorme e complexo pode ser tão concreto, e pode ser reduzido a apenas um órgão, que cabe na palma da mão: O coração.
Quem entender o que quero dizer vai sentir no seu coração o que eu sinto, e vai saber o quão bom é, e pode ser.Quem não entender, um dia vai sentir o que quero dizer, e talvez perceber.Assim espero.
Boa Noite.
Quanticum.
Nos últimos dias aconteceram algumas coisas bem interessantes, vou relatar uma das minhas reflexões.
Há algum tempo atrás eu conversei com um amigo, numa festa, sobre os nossos pensamentos, e reflexões sobre o mundo, e a interação entre as pessoas.Ele me falou que pensava que as pessoas trocavam algum tipo de "energia" ou algo assim, e dizia serem átomos.Ou seja,se você conversa, toca, abraça, sente algo por alguém, você vai "passar" os seus "átomos" pra essa pessoa, e somos todos são contaminados pelos átomos, pelas idéias dos outros.Nesse mundo nós pensamos que somos, dentro das nossas cabeças, independentes em pensamento, coisa que estamos longe de ser.Todos somos seres influenciáveis, e influenciados, tudo que se pensa, já passou por alguma cabeça que pensa como você.
Nesse mesmo dia, após ouvir o que ele tinha pra dizer, eu falei pra ele o que eu pensava, e é aqui que começa o meu texto:
O que esse amigo me disse sobre os tais "átomos", eu prefiro chamar de vibração.A vibração, a energia de cada um, se propaga como o som, o odor, até mesmo a luz, afinal, são todos ondas, e ondas se propagam em vibrações.Penso que existem esferas de pensamentos entre as pessoas, e sentir-se próximo de alguém por se julgar parecido, quer dizer vibrar numa esfera próxima a dele.Ter opiniões similares, e ver aquele sorriso que nós damos quando ouvimos algo em que concordamos, é instigante.O ser humano tem a peculiar característica de gostar de ouvir o que pensa da boca de outras pessoas.Talvez seja um receio de ficar sozinho, e pensar sozinho.
Alguém já parou pra pensar porque a comida nos atrai tanto?Porque o cheiro das coisas, a cor de certos objetos, a voz de alguém, a maneira como a pessoa fala, pode nos atrair de uma maneira quase incontrolável?Não podemos esquecer que os grandes poetas, escritores, pensadores, e até mesmo ditadores desse mundo convenceram muita gente com simples e meras...palavras.
Não sei se até esse ponto é posssível compreender exatamente o que quero dizer, mas penso que a atração que temos uns pelos outros é a mesma atração que temos ao fazer algo que gostamos, sentir um cheiro bom, um gosto bom.A amizade, o amor, são todos sentimentos intensos que mexem com o nosso cérebro, fazendo com que se perca a capacidade de se concentrar em outra coisa senão aquele sentimento.Quem já ficou apaixonado sabe o que eu quero dizer, aquele pensamento interminável, as horas que se passam pensando em alguém antes de dormir, o coração batendo forte, o corpo quente, tudo isso.O mundo é repleto de sentimentos, em todas as coisas que existem e se movem, e nós, enquanto atores desse mundo complexo, vamos sentindo tudo, experimentando, sorrindo, chorando, vivendo.
Quando se conversa com alguém, existe uma troca de vibração tão intensa, que em algum segundo de conversa, sem mais nem menos, alguém pode se apaixonar.Ouvir palavras, sentir gestos que se querem ouvir e sentir, faz com que o nosso corpo inteiro se entregue a esse sentimento, e não se deseje nada mais do que isso.Ouvindo música, conversando, comendo, observando, estamos nos abrindo pra esse sentimentos, pra essas vibrações.
Pensando nisso numa escala ainda maior, o nosso mundo inteiro está unido por vibração,que não se refere somente a palavras que alguém fala, mas a músicas que se ouvem, a cores que se vêem, a odores que se sentem, a imagens que são apreciadas.É tudo tão claro! A pintura atrai, o surrealismo de Dalí me fascina, a música atrai, no teclado penetrante do Doors , a voz atrai, na intensidade do grave de Jim Morrison, a palavra atrai, nos escritos apaixonados e observantes de Pessoa, a comida cheirosa, o colchão confortável, tudo!Porque existem pessoas que preferem o azul, e outras que preferem verde?Porque há pessoas que não suportam cheiro de gelol, e outras que adoram?Porque alguns gostam de pagode, axé, outros de metal, outros de rock'n'roll, e por aí vamos?
Somos todos diferentes, e somos belos por isso.Somos essencialmente humanos.O mundo é feito de uma cadeia de sentimentos em que estamos mergulhados, tentando ver quem aprecia mais um ao outro, e é incrível poder sentir isso.Aquela pessoa que faz o seu coração bater tão fortemente pode ter o cheiro que você gosta, usar a cor que você aprecia, ou fazer gestos que são belos na sua concepção, e o melhor de tudo: você pode nem saber disso,e simplesmente..gostar.
Toda essa atração, o amor, a amizade, o abraço, uma fala que agrada, tudo é vibração, como disse no início do texto.Tudo chega aos seus ouvidos, ao seu cérebro, e você vai saber se te agrada ou não.Sentir-se próximo, atraído a alguém, é algo que me fascina cada vez mais, pois mostra o quanto esse mundo enorme e complexo pode ser tão concreto, e pode ser reduzido a apenas um órgão, que cabe na palma da mão: O coração.
Quem entender o que quero dizer vai sentir no seu coração o que eu sinto, e vai saber o quão bom é, e pode ser.Quem não entender, um dia vai sentir o que quero dizer, e talvez perceber.Assim espero.
Boa Noite.
Quanticum.
Saturday, April 14, 2007
Ser vivo?
Boa Noite.
Depois de tanto tempo sem postar, a minha reflexão mais recente.
Antes de expor a minha opinião sobre o tema, eu gostaria que você, leitor, parasse pra pensar por alguns minutos nas coisas que você tem, que você usa, ingere, e gosta.Do que são feitas suas roupas?Seus objetos, acessórios, sua mesa, sua cama, seu caderno, seu computador, sua tevê, seu aparelho de som, seu iPOD, seus cds, seus dvds, e todas as coisas que você tem?
Suas roupas são de algodão ou poliéster.Sua mesa provavelmente é de madeira.Seu computador, sua tevê e seu aparelho de som de plástico e metal, entre outras coisas.Seu iPOD, de plástico.Seu caderno, papel.Sua cama de madeira ou metal, colchão de algodão ou alguma material do tipo,entre outras muitas coisas.
O homem e a natureza sempre viveram uma relação peculiar desde o começo dos tempos.Para sobreviver, o homem sempre necessitou da natureza, e até hoje necessita.Toda criação, construção, idéia, se baseia, de algum modo, na natureza.Por mais moderno que você seja, por mais novas e tecnologicamente impressionantes suas coisas sejam, elas ainda são feitas de matérias primas naturais.O prato mais caro do restaurante francês mais famoso usa comida de animais, temperos naturais, ervas, condimentos naturais.
A questão é que não existe o "anatural".Toda criação concreta é baseada em materiais da natureza.É um grande paradigma, não?O grande homem, senhor da razão e da verdade, com cajado em punho, sentado no seu trono de Ser Humano Racional e Evoluído, tem que baixar a cabeça á natureza, que oferece, de bom grado, todo o material para a criação.É como se a natureza "brincasse" conosco, compreendem?Enquanto nós criamos e observamos orgulhosos tudo que fizemos, a natureza sorri, esperando o momento em que todos possam entender que a mesma é quem nos fez.
E eis que surge a grande ironia: O próprio homem é parte e criação da natureza.É inútil tentar correr dessa verdade.É inútil tentar vencer a natureza, pois com a sua destruição, destrói-se também o próprio homem.Me vejo confuso ao pensar nisso, e acredito que você também, leitor.De que adianta acabar com os recursos pra criar mais materiais de consumo, pois se todos nós morrermos, não haverá ninguém pra consumir, nem pra gastar o dinheiro?
Não se confudam, eu não apóio o desuso da natureza, nem uma restrição total da produção mundial, ou erradicação da produção e do comércio.Pelo contrário, acho que a engrenagem deve continuar funcionando.Se você para pra pensar, a minha opinião não é contraditória, pois para fazer com que o mundo continue funcionando por um bom tempo, o homem deve aprender a equilibrar sua produção com o ritmo da natureza.O grande problema é a imposição de um ritmo que não é natural, ainda mais pra um organismo tão bem organizado e harmonioso como a natureza.Ao contrário do que muitos pensam, isso pode, sim, ser feito.
A terra é, ainda, abundante em muitos recursos, principalmente os renováveis, obviamente.Se houver um equilíbrio do ritmo produtivo e uma conscientização ao menos emergencial, o mundo pode durar muito mais.A natureza é, de fato, invencível, e ás vezes parece até mesmo ser compreensiva com o seu filho mais novo, o homem.Para ficar vivo, basta-se ser um ser vivo.
Boa Noite.
Quanticum.
Depois de tanto tempo sem postar, a minha reflexão mais recente.
Antes de expor a minha opinião sobre o tema, eu gostaria que você, leitor, parasse pra pensar por alguns minutos nas coisas que você tem, que você usa, ingere, e gosta.Do que são feitas suas roupas?Seus objetos, acessórios, sua mesa, sua cama, seu caderno, seu computador, sua tevê, seu aparelho de som, seu iPOD, seus cds, seus dvds, e todas as coisas que você tem?
Suas roupas são de algodão ou poliéster.Sua mesa provavelmente é de madeira.Seu computador, sua tevê e seu aparelho de som de plástico e metal, entre outras coisas.Seu iPOD, de plástico.Seu caderno, papel.Sua cama de madeira ou metal, colchão de algodão ou alguma material do tipo,entre outras muitas coisas.
O homem e a natureza sempre viveram uma relação peculiar desde o começo dos tempos.Para sobreviver, o homem sempre necessitou da natureza, e até hoje necessita.Toda criação, construção, idéia, se baseia, de algum modo, na natureza.Por mais moderno que você seja, por mais novas e tecnologicamente impressionantes suas coisas sejam, elas ainda são feitas de matérias primas naturais.O prato mais caro do restaurante francês mais famoso usa comida de animais, temperos naturais, ervas, condimentos naturais.
A questão é que não existe o "anatural".Toda criação concreta é baseada em materiais da natureza.É um grande paradigma, não?O grande homem, senhor da razão e da verdade, com cajado em punho, sentado no seu trono de Ser Humano Racional e Evoluído, tem que baixar a cabeça á natureza, que oferece, de bom grado, todo o material para a criação.É como se a natureza "brincasse" conosco, compreendem?Enquanto nós criamos e observamos orgulhosos tudo que fizemos, a natureza sorri, esperando o momento em que todos possam entender que a mesma é quem nos fez.
E eis que surge a grande ironia: O próprio homem é parte e criação da natureza.É inútil tentar correr dessa verdade.É inútil tentar vencer a natureza, pois com a sua destruição, destrói-se também o próprio homem.Me vejo confuso ao pensar nisso, e acredito que você também, leitor.De que adianta acabar com os recursos pra criar mais materiais de consumo, pois se todos nós morrermos, não haverá ninguém pra consumir, nem pra gastar o dinheiro?
Não se confudam, eu não apóio o desuso da natureza, nem uma restrição total da produção mundial, ou erradicação da produção e do comércio.Pelo contrário, acho que a engrenagem deve continuar funcionando.Se você para pra pensar, a minha opinião não é contraditória, pois para fazer com que o mundo continue funcionando por um bom tempo, o homem deve aprender a equilibrar sua produção com o ritmo da natureza.O grande problema é a imposição de um ritmo que não é natural, ainda mais pra um organismo tão bem organizado e harmonioso como a natureza.Ao contrário do que muitos pensam, isso pode, sim, ser feito.
A terra é, ainda, abundante em muitos recursos, principalmente os renováveis, obviamente.Se houver um equilíbrio do ritmo produtivo e uma conscientização ao menos emergencial, o mundo pode durar muito mais.A natureza é, de fato, invencível, e ás vezes parece até mesmo ser compreensiva com o seu filho mais novo, o homem.Para ficar vivo, basta-se ser um ser vivo.
Boa Noite.
Quanticum.
Thursday, March 22, 2007
A Caneta.
Boa Noite.
Nas aulas de redação, uma boa divagação vai bem, não?
Imagine a cena: Um juiz, prestes a decidir um julgamento importante, precisa assinar o papel para confirmar a sentença, que mudará vidas.Todos esperam, algumas chorando, outros somente ansiosos pela decisão, para poder gritar "viva!" ou se consolarem num ombro amigo, lamentarem, decepcionados.A tensão cresce a cada segundo em que o juiz lê, mentalmente, palavra por palavra, a sentença.Quando alguma ação decisiva se mostra, todos viram os olhos para o juiz.A cena é, no mínimo, estranha.O juiz tateia os bolsos, com certa vergonha no rosto, examina a mesa, e todos os objetos próximos, e após alguns segundos, desiste, falando ao júri: "Estou sem caneta.Alguém pode me trazer uma caneta, por favor?"Todos sorriem levemente, afinal, não é todo dia que um juiz é pego assim, de surpresa.Um membro do júri entrega a tal caneta, e o julgamento pode continuar.
Fatos como esse demonstram a importância desse objeto cotidiano, e a nossa "dependência psicológica" em relação á mesma.Mesmo no séxulo XXI, era digital virtualesca, a caneta ainda é, e muito, utilizada.Me perdoem os internautas de plantão, sou aficcionado por novidades, mas fico com os saudosistas nesse tópico.Nenhuma mensagem por internet tem a confiança de uma assinatura feita á caneta, com a mão do assinante, e de mais ninguém.
É de merecida responsabilidade, afinal, a caneta esteve presente em quase todas as grandes decisões, acordos, eventos, movimentos e reuniões.Já confirmou acordos de paz ou de guerra, já salvou e acabou com vidas, já decidiu todo tipo de movimentação desse mundo.A redação definitiva do vestibular é feita a caneta, a marcação no gabarito, toda assinatura de casamento e divórcio, compra e venda de imóveis, de produtos, de empresas, enfim, tudo é corroborado a caneta.
Talvez toda essa bagagem cultural e histórica dê á caneta esse ar de confirmação definitiva, sem caminho de volta, essa sensação de imutabilidade.Uma caneta pode decidir coisas grandiosas, a depender da mão que a segura.Devo explicar que compreendo que a mão que a assina, a cabeça que pensa na decisão, importa muito mais do que a caneta.Mas é exatamente nesse ponto em que a minha tese se confirma.Se mesmo as mentes mais geniais, estratégicas, loucas e importantes decidem tudo a caneta, isso não confirmaria a sua importância? Qualquer gênio pode querer confiança, mas muito raramente sem um contrato.Os grandes músicos assinam contratos, os presidentes, os reis, todos.
Os contrários podem citar a tinta corretiva, mas não posso, de maneira alguma, imaginar o presidente Kennedy passando corretivo em sua assinatura, antes de confirmar o lançamento da bomba atômica, ou até mesmo Hitler, na calada da noite, passando corretivo em sua assinatura do tratado de não-agressão com a URSS.Os homens passam, sim, por cima de assinaturas, não me engano.Mas, ao fazê-lo, perde toda a confiança, toda a credibilidade, o que geralmente não é favorável.Hitler talvez seja um grande exemplo desse fato.Ao passar por cima de uma assinatura, de um contrato, torna-se um ser repugnante.A confiança é uma virtude pela qual o homem preza de maneira universal.
A sociedade criou a caneta, e a mesma tornou-se sinal de definitividade.A tinta é como o sangue fora do corpo.É marca que não sai facilmente, uma assinatura.A caneta representa o medo de errar, já que não existe volta.A caneta é a confiança desconfiada.
Eu, particularmente, prefiro o lápis.Não por insegurança ou medo de errar, mas pelo fato de achar mais bonita a cor do grafite.O azul da caneta não me atina para a vontade de escrever.Comecei esse texto exatamente pela falta de uma ponta para a lapiseira, e o escrevo a caneta, sem medo de errar, mas com um leve receio de desrespeitar esse ícone de toda decisão, a caneta.
Boa Noite.
Quanticum.
Nas aulas de redação, uma boa divagação vai bem, não?
Imagine a cena: Um juiz, prestes a decidir um julgamento importante, precisa assinar o papel para confirmar a sentença, que mudará vidas.Todos esperam, algumas chorando, outros somente ansiosos pela decisão, para poder gritar "viva!" ou se consolarem num ombro amigo, lamentarem, decepcionados.A tensão cresce a cada segundo em que o juiz lê, mentalmente, palavra por palavra, a sentença.Quando alguma ação decisiva se mostra, todos viram os olhos para o juiz.A cena é, no mínimo, estranha.O juiz tateia os bolsos, com certa vergonha no rosto, examina a mesa, e todos os objetos próximos, e após alguns segundos, desiste, falando ao júri: "Estou sem caneta.Alguém pode me trazer uma caneta, por favor?"Todos sorriem levemente, afinal, não é todo dia que um juiz é pego assim, de surpresa.Um membro do júri entrega a tal caneta, e o julgamento pode continuar.
Fatos como esse demonstram a importância desse objeto cotidiano, e a nossa "dependência psicológica" em relação á mesma.Mesmo no séxulo XXI, era digital virtualesca, a caneta ainda é, e muito, utilizada.Me perdoem os internautas de plantão, sou aficcionado por novidades, mas fico com os saudosistas nesse tópico.Nenhuma mensagem por internet tem a confiança de uma assinatura feita á caneta, com a mão do assinante, e de mais ninguém.
É de merecida responsabilidade, afinal, a caneta esteve presente em quase todas as grandes decisões, acordos, eventos, movimentos e reuniões.Já confirmou acordos de paz ou de guerra, já salvou e acabou com vidas, já decidiu todo tipo de movimentação desse mundo.A redação definitiva do vestibular é feita a caneta, a marcação no gabarito, toda assinatura de casamento e divórcio, compra e venda de imóveis, de produtos, de empresas, enfim, tudo é corroborado a caneta.
Talvez toda essa bagagem cultural e histórica dê á caneta esse ar de confirmação definitiva, sem caminho de volta, essa sensação de imutabilidade.Uma caneta pode decidir coisas grandiosas, a depender da mão que a segura.Devo explicar que compreendo que a mão que a assina, a cabeça que pensa na decisão, importa muito mais do que a caneta.Mas é exatamente nesse ponto em que a minha tese se confirma.Se mesmo as mentes mais geniais, estratégicas, loucas e importantes decidem tudo a caneta, isso não confirmaria a sua importância? Qualquer gênio pode querer confiança, mas muito raramente sem um contrato.Os grandes músicos assinam contratos, os presidentes, os reis, todos.
Os contrários podem citar a tinta corretiva, mas não posso, de maneira alguma, imaginar o presidente Kennedy passando corretivo em sua assinatura, antes de confirmar o lançamento da bomba atômica, ou até mesmo Hitler, na calada da noite, passando corretivo em sua assinatura do tratado de não-agressão com a URSS.Os homens passam, sim, por cima de assinaturas, não me engano.Mas, ao fazê-lo, perde toda a confiança, toda a credibilidade, o que geralmente não é favorável.Hitler talvez seja um grande exemplo desse fato.Ao passar por cima de uma assinatura, de um contrato, torna-se um ser repugnante.A confiança é uma virtude pela qual o homem preza de maneira universal.
A sociedade criou a caneta, e a mesma tornou-se sinal de definitividade.A tinta é como o sangue fora do corpo.É marca que não sai facilmente, uma assinatura.A caneta representa o medo de errar, já que não existe volta.A caneta é a confiança desconfiada.
Eu, particularmente, prefiro o lápis.Não por insegurança ou medo de errar, mas pelo fato de achar mais bonita a cor do grafite.O azul da caneta não me atina para a vontade de escrever.Comecei esse texto exatamente pela falta de uma ponta para a lapiseira, e o escrevo a caneta, sem medo de errar, mas com um leve receio de desrespeitar esse ícone de toda decisão, a caneta.
Boa Noite.
Quanticum.
Sunday, February 25, 2007
O que se quer?
Boa Tarde.
Mais uma reflexão momentânea..
Ás vezes eu penso que as pessoas deviam fazer mais o que querem fazer, o que gostam de fazer.Eu li Jim Morrison dizer numa entrevista, algumas coisas bem interessantes.No mundo em que vivemos, muitas pessoas, cada vez mais, "trocam" seus desejos, seus anseios, por coisas já existentes, repetidas no mundo, e comuns á maioria das pessoas.A questão é: elas não sabem disso, ou não imaginam?Eu acredito que existe um desejo, uma vontade de criar, e viver novas coisas, em cada pessoa.Mas a sociedade em que vivemos se encontra num estado tão veloz e imediato de produção, que acaba transformando a criação e a criatura em algo descartável
O mundo se torna cada vez mais cheio de obrigações, de imposições, por todos os lados.Se todos nós fossemos livres para criar o mundo da maneira que quiséssemos, tudo seria diferente.Desde o começo dos tempos, a sociedade toma um rumo que faz com que alguns homens se tornem protagonistas do mundo, e muitos outros sejam meros figurantes, coadjuvantes.Muitos dos problemas pelos quais sofremos, falta de dinheiro, depressão, insatisfação, são causados pelo nosso choque com as imposições que o mundo coloca sobre as nossas costas.Eu não prego a completa separação homem x mundo, mas faço um apelo á todas as pessoas, que se proponham a fazer o que querem.E não me refiro a ter dinheiro, boa posição social, bom emprego e coisas do gênero, pois elas só se referem aos desejos que são cegamente e despropositalmente impostos pelas pessoas e pela sociedade em geral, mas sim tentar seguir caminhos que os satisfaçam, os façam feliz.
Eu acredito que as pessoas deveriam tentar se observar, profundamente.E ao fazer isso, possam perceber quem são de verdade, o que querem, e o rumo que querem seguir.A sociedade sempre tenta ir contra essas pessoas, devido á tendência natural que segue, não culpo as pessoas pela tristeza das outras.O mundo em que vivemos é povoado por pessoas, porque nós tentamos nos destruir de maneira tão irracional?As guerras são um exemplo diso.Um país precisa vender armas pra ganhar dinheiro, um país compra armas pra entrar em guerra com outro, um país acaba destruído, o outro provavelmente também sofrerá, não há ganho nenhum além de dinheiro e mais mortes, mais mães chorando pela morte de seus filhos.É a ânsia de dominação, que vem impressa nas pessoas desde o começo dos tempos.É irracional tentar correr contra o meio, pois nunca se sobrevive.Devemos aprender a lidar com as coisas a nosso favor, com a noção da nossa missão enquanto pessoas na terra, pra que possamos entender melhor quem somos.
Não estou atacando nenhuma das partes, pois nessa confusão ninguém tem culpa.É uma questão muito mais complicada do que simplesmente culpar alguém ou alguma coisa pela situação do mundo.A minha opinião, é que hoje em dia refletimos muito pouco sobre o mundo em que vivemos e as pessoas que nós somos.Não há nada de errado em querer ser alguém na vida, ganhar dinheiro ou ter boa posição social.O que me decepciona é ver que as pessoas se contentam com coisas que eu penso não serem seus desejos.Devemos correr atrás, lutar pelo que nos faz felizes, e só podemos fazer isso nos conhecendo melhor que qualquer outra coisa ou pessoa.
Mas, isso é só a minha opinião.
Quanticum.
Mais uma reflexão momentânea..
Ás vezes eu penso que as pessoas deviam fazer mais o que querem fazer, o que gostam de fazer.Eu li Jim Morrison dizer numa entrevista, algumas coisas bem interessantes.No mundo em que vivemos, muitas pessoas, cada vez mais, "trocam" seus desejos, seus anseios, por coisas já existentes, repetidas no mundo, e comuns á maioria das pessoas.A questão é: elas não sabem disso, ou não imaginam?Eu acredito que existe um desejo, uma vontade de criar, e viver novas coisas, em cada pessoa.Mas a sociedade em que vivemos se encontra num estado tão veloz e imediato de produção, que acaba transformando a criação e a criatura em algo descartável
O mundo se torna cada vez mais cheio de obrigações, de imposições, por todos os lados.Se todos nós fossemos livres para criar o mundo da maneira que quiséssemos, tudo seria diferente.Desde o começo dos tempos, a sociedade toma um rumo que faz com que alguns homens se tornem protagonistas do mundo, e muitos outros sejam meros figurantes, coadjuvantes.Muitos dos problemas pelos quais sofremos, falta de dinheiro, depressão, insatisfação, são causados pelo nosso choque com as imposições que o mundo coloca sobre as nossas costas.Eu não prego a completa separação homem x mundo, mas faço um apelo á todas as pessoas, que se proponham a fazer o que querem.E não me refiro a ter dinheiro, boa posição social, bom emprego e coisas do gênero, pois elas só se referem aos desejos que são cegamente e despropositalmente impostos pelas pessoas e pela sociedade em geral, mas sim tentar seguir caminhos que os satisfaçam, os façam feliz.
Eu acredito que as pessoas deveriam tentar se observar, profundamente.E ao fazer isso, possam perceber quem são de verdade, o que querem, e o rumo que querem seguir.A sociedade sempre tenta ir contra essas pessoas, devido á tendência natural que segue, não culpo as pessoas pela tristeza das outras.O mundo em que vivemos é povoado por pessoas, porque nós tentamos nos destruir de maneira tão irracional?As guerras são um exemplo diso.Um país precisa vender armas pra ganhar dinheiro, um país compra armas pra entrar em guerra com outro, um país acaba destruído, o outro provavelmente também sofrerá, não há ganho nenhum além de dinheiro e mais mortes, mais mães chorando pela morte de seus filhos.É a ânsia de dominação, que vem impressa nas pessoas desde o começo dos tempos.É irracional tentar correr contra o meio, pois nunca se sobrevive.Devemos aprender a lidar com as coisas a nosso favor, com a noção da nossa missão enquanto pessoas na terra, pra que possamos entender melhor quem somos.
Não estou atacando nenhuma das partes, pois nessa confusão ninguém tem culpa.É uma questão muito mais complicada do que simplesmente culpar alguém ou alguma coisa pela situação do mundo.A minha opinião, é que hoje em dia refletimos muito pouco sobre o mundo em que vivemos e as pessoas que nós somos.Não há nada de errado em querer ser alguém na vida, ganhar dinheiro ou ter boa posição social.O que me decepciona é ver que as pessoas se contentam com coisas que eu penso não serem seus desejos.Devemos correr atrás, lutar pelo que nos faz felizes, e só podemos fazer isso nos conhecendo melhor que qualquer outra coisa ou pessoa.
Mas, isso é só a minha opinião.
Quanticum.
Wednesday, February 21, 2007
O Zé.
Bom Dia.
Um diálogo interessante, mais um dos muitos Zés do nosso mundo.
- Alô?
- Hotel Cinco Estrelas, boa tarde.
- Alô, oi, eu queria falar com o Zé.
- Com o Zé? Qual Zé, senhor?
- Como qual Zé? É só chamar o Zé que ele vem!
- Escute, meu senhor, eu acho que o senhor ligou para o lugar errado.
- Não, mas esse foi o número que o Zé me deu!
- Mas isso é um hotel!
- Ah, um hotel.E de onde é esse tal hotel?
- Nós temos como sede a cidade de São Paulo.
- Tem o que aonde?
- É em São Paulo, senhor.
- Ah, pois é! O zé tá em São Paulo, ele foi de pau de arara.
- Senhor, eu preciso desocupar o telefone.Vou desligar, está bem?
- Não! Não tá bem não! Chama o Zé que eu desligo.
- Mas senhor, não tem nenhum Zé aqui!
- Tem sim que eu sei, senão ele não tinha dado esse número.
- Você não está entendendo.Isso aqui é um hotel, eu não posso chamar ninguém!
- Mas como não pode? É só gritar pro Zé!
- ... Senhor, eu preciso desligar.
- Se você desligar eu continuo ligando.
- Olha, eu estou começando a perder a paciência.
- Mas quem tá perdendo a paciência sou eu, que não consegue falar com o Zé.
- ...
- Eu não vejo qual é o problema, o Zé tá aí, eu sei.
- O senhor não compreende.
- Olha, chega dessa conversa de eu não compreendo, e chama o Zé logo.
- ... está bem. Ô Zé, é aquele cara chato de novo!Tentei fazer ele desligar, mas é impossível!
Um diálogo interessante, mais um dos muitos Zés do nosso mundo.
- Alô?
- Hotel Cinco Estrelas, boa tarde.
- Alô, oi, eu queria falar com o Zé.
- Com o Zé? Qual Zé, senhor?
- Como qual Zé? É só chamar o Zé que ele vem!
- Escute, meu senhor, eu acho que o senhor ligou para o lugar errado.
- Não, mas esse foi o número que o Zé me deu!
- Mas isso é um hotel!
- Ah, um hotel.E de onde é esse tal hotel?
- Nós temos como sede a cidade de São Paulo.
- Tem o que aonde?
- É em São Paulo, senhor.
- Ah, pois é! O zé tá em São Paulo, ele foi de pau de arara.
- Senhor, eu preciso desocupar o telefone.Vou desligar, está bem?
- Não! Não tá bem não! Chama o Zé que eu desligo.
- Mas senhor, não tem nenhum Zé aqui!
- Tem sim que eu sei, senão ele não tinha dado esse número.
- Você não está entendendo.Isso aqui é um hotel, eu não posso chamar ninguém!
- Mas como não pode? É só gritar pro Zé!
- ... Senhor, eu preciso desligar.
- Se você desligar eu continuo ligando.
- Olha, eu estou começando a perder a paciência.
- Mas quem tá perdendo a paciência sou eu, que não consegue falar com o Zé.
- ...
- Eu não vejo qual é o problema, o Zé tá aí, eu sei.
- O senhor não compreende.
- Olha, chega dessa conversa de eu não compreendo, e chama o Zé logo.
- ... está bem. Ô Zé, é aquele cara chato de novo!Tentei fazer ele desligar, mas é impossível!
Sunday, February 11, 2007
Luto.
Boa Tarde.
Eu estava lendo a Veja dessa semana, falando sobre o João Hélio, garoto arrastado pelas ruas do Rio, amarrado ao cinto de segurança, durante um assalto na rua.Como sempre, me veio a vontade de despejar essa informaçao, essa opinião.
O acontecimento com esse garoto mostra como um estado pode se desestabilizar tao facilmente.Uma instituiçao tao segura, tao estável, pode cair em mãos erradas a qualquer momento.João Hélio é mais uma prova da bipolarização do caos no Rio.Quando alguém, que pertence a classe média, com condições de "sobrevivencia social" mais alta, é atingido, imediatamente a repercussão entra em cena, de maneira extremamente forte.É um absurdo que aconteçam coisas assim, de maneira tao leviana, tao banal.
Mas devemos virar os nossos olhos para uma face da situação que é de difícil aceitação.Como incluir, nesse absurdo, as pessoas que estão, muitas vezes, sofrendo mais na pele?As empregadas domésticas que morrem voltando do trabalho, os meninos que morrem no morro, voltando da escola, sem falar nos meninos que "trabalham" para o tráfico, que são vítimas físicas e psicológicas.É difícil ficar triste por todas essas pessoas?É uma questao de saber igualar as coisas.Eu não acho que a morte de João Hélio deva ser vista com menor importancia, mas acredito que é imprescindível ter noção do tamanho do problema.Será que devemos continuar sem nos mexer, de alguma forma, se expressar pra tentar fazer alguma coisa?Quantos garotos de classe média, e de classe baixa vão ter que morrer pra isso?Eu acho que o alarde da mídia é importante, necessário, sim.Mas acho que a voz que tem de trabalhar para que isso mude, quem tem que reinvindicar uma atitude, somos nós, as pessoas.Afinal, as hierarquias política e sociais se mostram cada vez mais incapazes, e submissas ao sistema que se implantou no Rio.Eu não moro no Rio, e por isso a situação seja diferente, já que eu me encontro fora disso.Mas é absurda não somente a situação do Estado carioca, mas a morte de um garoto.Que poderia ter sido em Salvador, no Rio, em São Paulo, até mesmo em Manaus, teria sido o filho de alguém, o irmão de alguém, o amigo de alguém.E é isso que queremos evitar, mais mortes como a de João Hélio.Me recuso a fechar os olhos para isso, quando um dia pode ser o meu primo, o meu tio, a minha amiga, que mora no rio, a pessoa que aparece na capa da Veja.
Eu adoro o meu país, não sou um nacionalista, mas tenho afeição pelas cores, pelas belezas e pelas pessoas do Brasil.Quando acontece algo tão brutal como aconteceu, me vejo perdido sem saber quem é o culpado.As pessoas, ou o sistema onde nós vivemos.Me vejo ainda mais perdido ao saber que não existe culpado, existem culpados, o plural mais inconsequente que poderia existir.É importante que nós cuidemos dessa situação, ou pode ser o nosso filho que morra dessa maneira, ou de maneira pior.
Quanticum.
Eu estava lendo a Veja dessa semana, falando sobre o João Hélio, garoto arrastado pelas ruas do Rio, amarrado ao cinto de segurança, durante um assalto na rua.Como sempre, me veio a vontade de despejar essa informaçao, essa opinião.
O acontecimento com esse garoto mostra como um estado pode se desestabilizar tao facilmente.Uma instituiçao tao segura, tao estável, pode cair em mãos erradas a qualquer momento.João Hélio é mais uma prova da bipolarização do caos no Rio.Quando alguém, que pertence a classe média, com condições de "sobrevivencia social" mais alta, é atingido, imediatamente a repercussão entra em cena, de maneira extremamente forte.É um absurdo que aconteçam coisas assim, de maneira tao leviana, tao banal.
Mas devemos virar os nossos olhos para uma face da situação que é de difícil aceitação.Como incluir, nesse absurdo, as pessoas que estão, muitas vezes, sofrendo mais na pele?As empregadas domésticas que morrem voltando do trabalho, os meninos que morrem no morro, voltando da escola, sem falar nos meninos que "trabalham" para o tráfico, que são vítimas físicas e psicológicas.É difícil ficar triste por todas essas pessoas?É uma questao de saber igualar as coisas.Eu não acho que a morte de João Hélio deva ser vista com menor importancia, mas acredito que é imprescindível ter noção do tamanho do problema.Será que devemos continuar sem nos mexer, de alguma forma, se expressar pra tentar fazer alguma coisa?Quantos garotos de classe média, e de classe baixa vão ter que morrer pra isso?Eu acho que o alarde da mídia é importante, necessário, sim.Mas acho que a voz que tem de trabalhar para que isso mude, quem tem que reinvindicar uma atitude, somos nós, as pessoas.Afinal, as hierarquias política e sociais se mostram cada vez mais incapazes, e submissas ao sistema que se implantou no Rio.Eu não moro no Rio, e por isso a situação seja diferente, já que eu me encontro fora disso.Mas é absurda não somente a situação do Estado carioca, mas a morte de um garoto.Que poderia ter sido em Salvador, no Rio, em São Paulo, até mesmo em Manaus, teria sido o filho de alguém, o irmão de alguém, o amigo de alguém.E é isso que queremos evitar, mais mortes como a de João Hélio.Me recuso a fechar os olhos para isso, quando um dia pode ser o meu primo, o meu tio, a minha amiga, que mora no rio, a pessoa que aparece na capa da Veja.
Eu adoro o meu país, não sou um nacionalista, mas tenho afeição pelas cores, pelas belezas e pelas pessoas do Brasil.Quando acontece algo tão brutal como aconteceu, me vejo perdido sem saber quem é o culpado.As pessoas, ou o sistema onde nós vivemos.Me vejo ainda mais perdido ao saber que não existe culpado, existem culpados, o plural mais inconsequente que poderia existir.É importante que nós cuidemos dessa situação, ou pode ser o nosso filho que morra dessa maneira, ou de maneira pior.
Quanticum.
Tuesday, January 30, 2007
Por um mundo mais alegre.
Boa Noite.
Uma pequena narrativa, só por inspiração mesmo.
Uma criança rabisca num papel, sentada, no quintal de uma casa.Uma casa grande, 4 quartos, cozinha, piscina e todas as besteiras que as crianças gostam.Uma senhora de cabelos grisalhos, senta na cadeira de balanço e observa a bela criança, sentada na grama, concentrada naquele pedaço de papel.Existe uma concentração tão grande naqueles olhos, naquele papel, que parece que a qualquer momento, os dois vão sair voando, planando pelos ares, rasbicando os céus, com desenhos coloridos e disformes, de cabeças grandes e pernas finas.Os cabelos louros e cacheados brilham junto com o sol, como se conversassem.O que essa criança pensa?O que será que existe em sua mente, no que será que pensa?Nesse mundo em que nós vivemos, em que pensamos tanto, em tantas coisas num mesmo segundo, é impressionante ver um pequeno ser, pensando em apenas fazer o seu desenho, o seu rabisco, ele significando algo ou não, sem se preocupar em ganhar dinheiro, chegar em casa em tempo para o jantar, acordar cedo no outro dia ou marcar algo pra fazer á noite, existe apenas ela, e o desenho.
A senhora começa a pensar no seu tempo de criança.Nos seus desenhos, seus rabiscos, seus pensamentos.O pensamento a carrega para diversas visões do mundo que a rodeava, e que a rodeia.Ela consegue se ver, sentada no jardim de sua casa, ainda pequena,de cabelos castanhos, nos ombros, e um sorriso no rosto.Enquanto faz o seu desenho, coloca a sua mente de menina no papel, enquanto sua mãe a observa, tricotando, sentada numa cadeira.Um cachorro está deitado no chão, observando os seus movimentos, de olhos preguiçosos.Enquanto observa aquela cena, a senhora pensa em como era bom ser criança, como foi bom ter vivido tudo isso, como a vida, de fato, é boa.Voltando para a cena, ela se vê andando até sua mãe, com o papel, falando "olha mamãe, o que eu desenhei, olha!".No papel havia uma desenho da forma de sua mão, pintada em vermelho vivo, com tinta.Sua mãe observa o desenho e sorri, enquanto a menina alegre faz carinho no cachorro, correndo pelo jardim e rindo, aquele sorriso que apenas as crianças sabem dar, e que derrete qualquer coração, arranca qualquer sorriso.
Nesse momento, a velha senhora abre seus olhos.Está sentada em sua cadeira, foi tudo um sonho.Não um sonho, foi uma visão, e que visão.Ela observa de novo o seu quintal, e percebe que a menina não está mais ali, desenhando.Ao se virar para procurá-la, a vê no portão, fazendo carinho num cachorro, de pêlo marrom-claro."Vovó, você acordou?Olha só esse cachorrinho, que bonito!"- disse a menina.A senhora sorriu, pensou no cachorro que havia visto enquanto dormia, no quintal, até que os dois eram parecidos."Sim, é muito bonito!" - disse a senhora.A menina trouxe o cachorro para dentro do quintal, pegou um pedaço de papel e mostrou-o á sua avó, sorrindo.Uma lágrima desceu pelo seu rosto.O desenho da menina era uma forma de sua mão, pintada em tinta azul.A menina, ao ver sua avó chorando, sorriu e foi ao quintal correr com o cachorro.
"Ora, se todos somos pessoas, se todos somos ciclos, todos somos um pouco experientes, um pouco inocentes, somos todos crianças, e agimos como tal."
Talvez seja a hora de melar as mãos e pintar um mundo mais alegre, não?
Até.
Quanticum.
Uma pequena narrativa, só por inspiração mesmo.
Uma criança rabisca num papel, sentada, no quintal de uma casa.Uma casa grande, 4 quartos, cozinha, piscina e todas as besteiras que as crianças gostam.Uma senhora de cabelos grisalhos, senta na cadeira de balanço e observa a bela criança, sentada na grama, concentrada naquele pedaço de papel.Existe uma concentração tão grande naqueles olhos, naquele papel, que parece que a qualquer momento, os dois vão sair voando, planando pelos ares, rasbicando os céus, com desenhos coloridos e disformes, de cabeças grandes e pernas finas.Os cabelos louros e cacheados brilham junto com o sol, como se conversassem.O que essa criança pensa?O que será que existe em sua mente, no que será que pensa?Nesse mundo em que nós vivemos, em que pensamos tanto, em tantas coisas num mesmo segundo, é impressionante ver um pequeno ser, pensando em apenas fazer o seu desenho, o seu rabisco, ele significando algo ou não, sem se preocupar em ganhar dinheiro, chegar em casa em tempo para o jantar, acordar cedo no outro dia ou marcar algo pra fazer á noite, existe apenas ela, e o desenho.
A senhora começa a pensar no seu tempo de criança.Nos seus desenhos, seus rabiscos, seus pensamentos.O pensamento a carrega para diversas visões do mundo que a rodeava, e que a rodeia.Ela consegue se ver, sentada no jardim de sua casa, ainda pequena,de cabelos castanhos, nos ombros, e um sorriso no rosto.Enquanto faz o seu desenho, coloca a sua mente de menina no papel, enquanto sua mãe a observa, tricotando, sentada numa cadeira.Um cachorro está deitado no chão, observando os seus movimentos, de olhos preguiçosos.Enquanto observa aquela cena, a senhora pensa em como era bom ser criança, como foi bom ter vivido tudo isso, como a vida, de fato, é boa.Voltando para a cena, ela se vê andando até sua mãe, com o papel, falando "olha mamãe, o que eu desenhei, olha!".No papel havia uma desenho da forma de sua mão, pintada em vermelho vivo, com tinta.Sua mãe observa o desenho e sorri, enquanto a menina alegre faz carinho no cachorro, correndo pelo jardim e rindo, aquele sorriso que apenas as crianças sabem dar, e que derrete qualquer coração, arranca qualquer sorriso.
Nesse momento, a velha senhora abre seus olhos.Está sentada em sua cadeira, foi tudo um sonho.Não um sonho, foi uma visão, e que visão.Ela observa de novo o seu quintal, e percebe que a menina não está mais ali, desenhando.Ao se virar para procurá-la, a vê no portão, fazendo carinho num cachorro, de pêlo marrom-claro."Vovó, você acordou?Olha só esse cachorrinho, que bonito!"- disse a menina.A senhora sorriu, pensou no cachorro que havia visto enquanto dormia, no quintal, até que os dois eram parecidos."Sim, é muito bonito!" - disse a senhora.A menina trouxe o cachorro para dentro do quintal, pegou um pedaço de papel e mostrou-o á sua avó, sorrindo.Uma lágrima desceu pelo seu rosto.O desenho da menina era uma forma de sua mão, pintada em tinta azul.A menina, ao ver sua avó chorando, sorriu e foi ao quintal correr com o cachorro.
"Ora, se todos somos pessoas, se todos somos ciclos, todos somos um pouco experientes, um pouco inocentes, somos todos crianças, e agimos como tal."
Talvez seja a hora de melar as mãos e pintar um mundo mais alegre, não?
Até.
Quanticum.
Friday, January 19, 2007
A Clockwork Orange - Homem x Mente.
Bom dia.
Acabei de assistir Laranja Mecânica, do Stanley Kubrick.Existem considerações tão fantásticas no filme, sobre o poder da mente e a essência humana, que eu precisei vir escrever aqui, no blog.
O filme conta a história de um jovem, que transita em duas situações: Na primeira, é um jovem violento, psicótico, e ao mesmo tempo inteligente, digamos, esperto. Na segunda, um jovem apático, fraco, á beira de um ataque fatal ao menor sinal de violência.Tudo isso por causa da perda de sua selvageria, sua loucura, sua condição natural de ser humano animal.
O que o homem possui, que pode ser maior do que os outros animais, digo, qual o diferencial?Os homens não podem voar, não tem a melhor visão do reino animal, não se locomovem muito rapidamente, não tem brânquias, não tem garras.Os únicos diferenciais do homem são a capacidade de criar, e o sentimento de medo que pode causar em outros animais, ou até mesmo no próprio homem.Nós podemos ser os mais rápidos, os mais fortes, os mais temidos, criando, ou matando.
Quando esse diferencial é tirado de Alex, o mesmo se torna um homem em branco.Seu instinto, sua essência violenta enquanto homem, era o que fazia com que ele fosse, de fato, um homem.O cérebro sofre, no filme, uma descarga tão violenta de informações, de medos, e de imagens estranhas, que entra em estado de congestão, causando em Alex náuseas, enjôos, sempre que se referem aquilo que instiga o seu instinto humano.O cérebro bloqueia a informação com essa dor interminável, no momento em que ela é acionada.Laranja Mecânica mostra a briga do homem contra o seu próprio cérebro.Uma luta impossível, interminável, e extremamente dolorosa.
Talvez o homem não seja evoluído, e talvez nunca poderá ser tão evoluído ao ponto de perder seus instintos, ou até mesmo conseguir sobreviver da maneira que Alex sobrevive.Laranja Mecânica mostra também o quanto o ser humano pode ser um animal primitivo, no momento em que sua proteção, seja ela a violência ou qualquer outro sentimento é retirado do mesmo.É uma reflexão profunda sobre a nossa condição natural, será que somos mesmo tão intocáveis, tão seguros das nossas qualidades, tão fortes?De acordo com Kubrick, não somos.Em alguns momentos, nosso próprio corpo nos mostra isso.O cérebro humano é um elemento valiosíssimo, que nos proporciona a possiblidade de criar e de compreender certas coisas de maneiras diferentes, talvez nem sempre certas, mas diferentes.Essa é a nossa grande qualidade, a capacidade de pensar em uma coisa de diversas maneiras, sob várias óticas.Porém, uma das grandes características do homem, na minha opinião, é a instabilidade.Se existe a qualidade e possibilidade da criação, existe também a da destruição.E, a depender do estado em que nos encontramos, podem ser muito mais desastrosas, e é nesse momento que entram os nossos instintos.O "elemento destruição" é o que impera em Alex, e que imperava também em Beethoven, esquizofrênico, e talvez por isso combinem tão bem juntos.A loucura está presente no cérebro, tanto quanto está a genialidade e a inteligência.O louco não é desequilibrado, é apenas instintivo, e por isso é incompreendido.
Todos nós somos um pouco loucos, um pouco gênios, um pouco inteligentes, quando alguém é mais algumas coisa, sempre atrai a atenção.Alex é como Kubrick, um louco genial, que bebe leite em vez de álcool, e usa sua mente no estado mais instintivo possível.Qualquer homem retirado de seu estado natural sofre sequelas incalculáveis.E a mente, elemento central de toda trama, e de qualquer homem, está novamente presente.
Bom Dia.
Quanticum.
Acabei de assistir Laranja Mecânica, do Stanley Kubrick.Existem considerações tão fantásticas no filme, sobre o poder da mente e a essência humana, que eu precisei vir escrever aqui, no blog.
O filme conta a história de um jovem, que transita em duas situações: Na primeira, é um jovem violento, psicótico, e ao mesmo tempo inteligente, digamos, esperto. Na segunda, um jovem apático, fraco, á beira de um ataque fatal ao menor sinal de violência.Tudo isso por causa da perda de sua selvageria, sua loucura, sua condição natural de ser humano animal.
O que o homem possui, que pode ser maior do que os outros animais, digo, qual o diferencial?Os homens não podem voar, não tem a melhor visão do reino animal, não se locomovem muito rapidamente, não tem brânquias, não tem garras.Os únicos diferenciais do homem são a capacidade de criar, e o sentimento de medo que pode causar em outros animais, ou até mesmo no próprio homem.Nós podemos ser os mais rápidos, os mais fortes, os mais temidos, criando, ou matando.
Quando esse diferencial é tirado de Alex, o mesmo se torna um homem em branco.Seu instinto, sua essência violenta enquanto homem, era o que fazia com que ele fosse, de fato, um homem.O cérebro sofre, no filme, uma descarga tão violenta de informações, de medos, e de imagens estranhas, que entra em estado de congestão, causando em Alex náuseas, enjôos, sempre que se referem aquilo que instiga o seu instinto humano.O cérebro bloqueia a informação com essa dor interminável, no momento em que ela é acionada.Laranja Mecânica mostra a briga do homem contra o seu próprio cérebro.Uma luta impossível, interminável, e extremamente dolorosa.
Talvez o homem não seja evoluído, e talvez nunca poderá ser tão evoluído ao ponto de perder seus instintos, ou até mesmo conseguir sobreviver da maneira que Alex sobrevive.Laranja Mecânica mostra também o quanto o ser humano pode ser um animal primitivo, no momento em que sua proteção, seja ela a violência ou qualquer outro sentimento é retirado do mesmo.É uma reflexão profunda sobre a nossa condição natural, será que somos mesmo tão intocáveis, tão seguros das nossas qualidades, tão fortes?De acordo com Kubrick, não somos.Em alguns momentos, nosso próprio corpo nos mostra isso.O cérebro humano é um elemento valiosíssimo, que nos proporciona a possiblidade de criar e de compreender certas coisas de maneiras diferentes, talvez nem sempre certas, mas diferentes.Essa é a nossa grande qualidade, a capacidade de pensar em uma coisa de diversas maneiras, sob várias óticas.Porém, uma das grandes características do homem, na minha opinião, é a instabilidade.Se existe a qualidade e possibilidade da criação, existe também a da destruição.E, a depender do estado em que nos encontramos, podem ser muito mais desastrosas, e é nesse momento que entram os nossos instintos.O "elemento destruição" é o que impera em Alex, e que imperava também em Beethoven, esquizofrênico, e talvez por isso combinem tão bem juntos.A loucura está presente no cérebro, tanto quanto está a genialidade e a inteligência.O louco não é desequilibrado, é apenas instintivo, e por isso é incompreendido.
Todos nós somos um pouco loucos, um pouco gênios, um pouco inteligentes, quando alguém é mais algumas coisa, sempre atrai a atenção.Alex é como Kubrick, um louco genial, que bebe leite em vez de álcool, e usa sua mente no estado mais instintivo possível.Qualquer homem retirado de seu estado natural sofre sequelas incalculáveis.E a mente, elemento central de toda trama, e de qualquer homem, está novamente presente.
Bom Dia.
Quanticum.
Wednesday, January 17, 2007
As bilhões de maneiras de se escovar os dentes.
Boa Noite.
Desculpem a demora pra postar..
Uma grande virtude das pessoas, hoje em dia, é a capacidade de aproveitar cada circunstância, de poder perceber o que cada lugar tem a oferecer, escondido nos olhos das outras pessoas, nos cartazes na parede, no letreiro colorido, até mesmo no piso quebrado.Muitas vezes, o medo de observar, de interagir com o espaço, faça com que esses sentidos se tornem opacos, escuros.Tudo depende do modo como se vê cada coisa, cada lugar.
Todas as cores que nós enxergamos, por exemplo, são apenas interpretações do nosso cérebro, que recebe a luz, que não tem cor, calcula a sua frequência e define qual a cor que corresponde a ele.Cada luz tem sua cor definida pela frequência com a qual chega no nosso cérebro.Existe exemplo maior da relatividade das coisas do que esse?
Eu acho que existem medos, anseios e receios que cada circunstância ou lugar nos imprime, fazendo com que a nossa visão de determinada coisa deforme a mesma..É mais ou menos o que citei no texto das diversas realidades, na verdade o que se vê não é o real, é só o que se pensa ser o real.Só que o pensamento humano é tão torto, tão turvo, que as definições são ás vezes, absurdas.
Eu pensei muito nesse tema quando estava em um ônibus, com uns amigos, e vendo como a reflexão e a observação das coisas podem modificá-las.Cada coisa tem uma forma, uma cor diferente, a depender da circunstância, e da interpretação que damos a ela.Por isso que dizem que depois que se compra um carro, ou uma roupa, você os vê com muito mais frequência na rua, nas pessoas.O cérebro assimila exatamente o que já existe, o que não é estranho, até que se procure conhecê-la.Quantas milhões de pessoas passam pela rua, na nossa frente, e nós não lembramos?Quantas coisas acontecem, quantos sons ouvimos, quantas cores vemos, quantos momentos observamos acontecer e não nos damos conta?É absurdamente incalculável a quantidade de coisas que acontecem a cada fração de segundo.
E nós damos tanta importância á nossa vida, nosso ciclo social, nossas atividades diárias, porque essa é a nossa vida, do nosso jeito, sob a nossa visão, e ninguém nunca poderá vê-la exatamente como o "executor" de sua própria vida enxerga.Quantas pessoas escovam os dentes todo dia, pela manhã?Todas as pessoas que escovam os dentes, escovam com um jeito, um quê diferente.Se todas as pessoas(que estão vivas) do mundo dormem e acordam, existem mais de 6 bilhões de maneiras de se acordar.Existem mais de 6 bilhões de maneiras de se pensar!Existem bilhões de maneiras de se ver todas as coisas..
Espero que possam entender..eu vejo tudo claro, como água.
O mundo é feito da maneira como vemos as coisas, todas as coisas só me carregam até essa conclusão.
Boa noite
Quanticum.
Desculpem a demora pra postar..
Uma grande virtude das pessoas, hoje em dia, é a capacidade de aproveitar cada circunstância, de poder perceber o que cada lugar tem a oferecer, escondido nos olhos das outras pessoas, nos cartazes na parede, no letreiro colorido, até mesmo no piso quebrado.Muitas vezes, o medo de observar, de interagir com o espaço, faça com que esses sentidos se tornem opacos, escuros.Tudo depende do modo como se vê cada coisa, cada lugar.
Todas as cores que nós enxergamos, por exemplo, são apenas interpretações do nosso cérebro, que recebe a luz, que não tem cor, calcula a sua frequência e define qual a cor que corresponde a ele.Cada luz tem sua cor definida pela frequência com a qual chega no nosso cérebro.Existe exemplo maior da relatividade das coisas do que esse?
Eu acho que existem medos, anseios e receios que cada circunstância ou lugar nos imprime, fazendo com que a nossa visão de determinada coisa deforme a mesma..É mais ou menos o que citei no texto das diversas realidades, na verdade o que se vê não é o real, é só o que se pensa ser o real.Só que o pensamento humano é tão torto, tão turvo, que as definições são ás vezes, absurdas.
Eu pensei muito nesse tema quando estava em um ônibus, com uns amigos, e vendo como a reflexão e a observação das coisas podem modificá-las.Cada coisa tem uma forma, uma cor diferente, a depender da circunstância, e da interpretação que damos a ela.Por isso que dizem que depois que se compra um carro, ou uma roupa, você os vê com muito mais frequência na rua, nas pessoas.O cérebro assimila exatamente o que já existe, o que não é estranho, até que se procure conhecê-la.Quantas milhões de pessoas passam pela rua, na nossa frente, e nós não lembramos?Quantas coisas acontecem, quantos sons ouvimos, quantas cores vemos, quantos momentos observamos acontecer e não nos damos conta?É absurdamente incalculável a quantidade de coisas que acontecem a cada fração de segundo.
E nós damos tanta importância á nossa vida, nosso ciclo social, nossas atividades diárias, porque essa é a nossa vida, do nosso jeito, sob a nossa visão, e ninguém nunca poderá vê-la exatamente como o "executor" de sua própria vida enxerga.Quantas pessoas escovam os dentes todo dia, pela manhã?Todas as pessoas que escovam os dentes, escovam com um jeito, um quê diferente.Se todas as pessoas(que estão vivas) do mundo dormem e acordam, existem mais de 6 bilhões de maneiras de se acordar.Existem mais de 6 bilhões de maneiras de se pensar!Existem bilhões de maneiras de se ver todas as coisas..
Espero que possam entender..eu vejo tudo claro, como água.
O mundo é feito da maneira como vemos as coisas, todas as coisas só me carregam até essa conclusão.
Boa noite
Quanticum.
Monday, January 01, 2007
As diversas realidades do mundo.
Boa Noite.
Mais uma reflexão do fundo da cabeça me arrebentou com violência os neurônios: As diversas realidades do mundo.O que vem a ser a realidade, de fato?Não há modo, ao meu ver, de definir a realidade como algo concreto, sólido, palpável.Vejo a mesma como uma projeção de cada mente, cada pensamento.Não é possível diferenciar uma realidade de outra porque cada uma é única, não se pode explicar o que se vê, só se pode dizer, baseado em convenções, palavras comuns a cada realidade, o que se observa, ou parte do que se observa.
Todas as nossas características, desejos, anseios, medos, tudo se imprime na realidade que vemos a todo momento em nossas vidas.Será que essas "características" modificam o nosso modo de ver as coisas? As pessoas com anorexia são um ótimo exemplo disso.O que leva uma pessoa a se ver de determinado modo, se ela não é daquela maneira? Isso é, claramente, uma distorção da chamada realidade.O medo em ser gordo, ou ser feio, distorce a maneira como uma pessoa com anorexia vê as coisas.Tudo bem, a anorexia é uma doença, não é um estado são, mas isso não vem tanto assim ao caso.Outro exemplo: Uma pessoa que tem um terrível medo de baratas.Essa pessoa ao ver uma barata, teria uma visão completamente diferente de uma pessoa que não tem medo algum,para quem a barata seria somente um inseto.Nós, humanos, não conhecemos os limites das nossas mentes, o que ela é capaz de fazer com o nosso corpo.O centro do corpo, na minha opinião, é a cabeça.Se a "realidade"é algo assim tão disforme, tão abstrata, tão sem controle, será que a mesma existe?Ou será que existe uma criação individual dos objetos e sentidos que nos rodeiam?
Eu gosto de pensar que as mentes vibram.Em "frequências", ou alguma palavra mais adequada.E que as realidades são fruto das vibrações, que se propagam em desejos, cores, sentimentos, pensamentos.E as vibrações parecidas definem a afinidade das pessoas.Os artistas tem arco-íris nos olhos, os pensadores levam o mundo nos olhos.Afinal, o que poderia ser melhor pra definir o mundo do que os nossos desejos?O mundo é do jeito que cada um vê, da maneira que a mente de cada pessoa vibra, é a maneira como gosto de pensar, como desejo pensar, e como penso no mundo.Qual a sua vibração?O que você pensa, e como pensa, define a pessoa que você é.
Boa Noite
Quanticum.
Mais uma reflexão do fundo da cabeça me arrebentou com violência os neurônios: As diversas realidades do mundo.O que vem a ser a realidade, de fato?Não há modo, ao meu ver, de definir a realidade como algo concreto, sólido, palpável.Vejo a mesma como uma projeção de cada mente, cada pensamento.Não é possível diferenciar uma realidade de outra porque cada uma é única, não se pode explicar o que se vê, só se pode dizer, baseado em convenções, palavras comuns a cada realidade, o que se observa, ou parte do que se observa.
Todas as nossas características, desejos, anseios, medos, tudo se imprime na realidade que vemos a todo momento em nossas vidas.Será que essas "características" modificam o nosso modo de ver as coisas? As pessoas com anorexia são um ótimo exemplo disso.O que leva uma pessoa a se ver de determinado modo, se ela não é daquela maneira? Isso é, claramente, uma distorção da chamada realidade.O medo em ser gordo, ou ser feio, distorce a maneira como uma pessoa com anorexia vê as coisas.Tudo bem, a anorexia é uma doença, não é um estado são, mas isso não vem tanto assim ao caso.Outro exemplo: Uma pessoa que tem um terrível medo de baratas.Essa pessoa ao ver uma barata, teria uma visão completamente diferente de uma pessoa que não tem medo algum,para quem a barata seria somente um inseto.Nós, humanos, não conhecemos os limites das nossas mentes, o que ela é capaz de fazer com o nosso corpo.O centro do corpo, na minha opinião, é a cabeça.Se a "realidade"é algo assim tão disforme, tão abstrata, tão sem controle, será que a mesma existe?Ou será que existe uma criação individual dos objetos e sentidos que nos rodeiam?
Eu gosto de pensar que as mentes vibram.Em "frequências", ou alguma palavra mais adequada.E que as realidades são fruto das vibrações, que se propagam em desejos, cores, sentimentos, pensamentos.E as vibrações parecidas definem a afinidade das pessoas.Os artistas tem arco-íris nos olhos, os pensadores levam o mundo nos olhos.Afinal, o que poderia ser melhor pra definir o mundo do que os nossos desejos?O mundo é do jeito que cada um vê, da maneira que a mente de cada pessoa vibra, é a maneira como gosto de pensar, como desejo pensar, e como penso no mundo.Qual a sua vibração?O que você pensa, e como pensa, define a pessoa que você é.
Boa Noite
Quanticum.
Friday, December 22, 2006
A mente.
Olá.
Comecei a pensar um pouco, nessa tarde, no poder da mente, e os diversos truques que sofremos pela mesma, que me parece, nesse patamar de humanidade, um tanto fora do nosso controle concreto e carnal, humano.Existem teorias interessantes relacionadas a isso, trazendo questões interessantes, como: O que se vê é o real, de fato?Ou será uma vontade, um desejo de transformar aquilo no que o agradaria, ou que seria, de certo modo, do jeito que se acha que deve ser?
Pensemos no nosso próprio planeta, na sua forma.Todas as formas, cores, expressões, formatos, tamanhos, nomes, tudo foi definido pelas nossas mentes, uma mistura de todos esses pensamentos conjuntos, numa espécie de "democracia das mentes".Aceitar o desejo como a capacidade de mudar é extremamente "quântico", sendo o termo o que eu quero que ele signifique, ou o que você quer que signifique.
Se tentarmos nos aprofundar nesses pensamentos, é possível fazer um panorama de todas as coisas existentes, pois todas as coisas provém de idéias, num ciclo vicioso: As idéias criam objetos, que produzem novas idéias, que modificam velhos ideais.Um exemplo concreto: Os carros, a partir dos anos 90, começaram a perder o seu formato quadrado, sendo substituídos por modelos mais redondos, com um design mais arrojado.Isso tudo é feito baseado em pesquisa, que se baseia exatamente no nosso desejo.É difícil acompanhar a história, devido ao nosso curto, porém longo, tempo de vida,mas basta ler livros e assistir documentários sobre qualquer movimento histórico ou social, e se pode sempre fazer o link entre o desejo e a forma concreta, que nós, homens, modificamos.Todos os impérios caíram ou cairão um dia, toda revolução teve ou terá seu ápice e seu fim, seja ele trágico ou não, todo ditador um dia morre, todo gênio um dia morre.A questão é que todos os homens morrem, todos os impérios caem e surgem outros, mas a idéia nunca acaba.Essa é a diferença do homem para o gênio.O homem é fraco, e o gênio é somente a idéia.A mente nunca morre, os homens morrem e retornam á terra, para frutificar novos homens.
É possível que tudo seja só uma criação artificial de cada mente, para esconder, ou nos preparar para o real, se é que ele existe, afinal, fruto da mente ou não, eu sinto, respiro, vivo e morrerei, sem dúvida.
Recomendo o filme "Quem somos nós?" << pra entender um pouco disso que eu falei, caso tenha ficado confuso.
Boa Tarde.
Quanticum
Comecei a pensar um pouco, nessa tarde, no poder da mente, e os diversos truques que sofremos pela mesma, que me parece, nesse patamar de humanidade, um tanto fora do nosso controle concreto e carnal, humano.Existem teorias interessantes relacionadas a isso, trazendo questões interessantes, como: O que se vê é o real, de fato?Ou será uma vontade, um desejo de transformar aquilo no que o agradaria, ou que seria, de certo modo, do jeito que se acha que deve ser?
Pensemos no nosso próprio planeta, na sua forma.Todas as formas, cores, expressões, formatos, tamanhos, nomes, tudo foi definido pelas nossas mentes, uma mistura de todos esses pensamentos conjuntos, numa espécie de "democracia das mentes".Aceitar o desejo como a capacidade de mudar é extremamente "quântico", sendo o termo o que eu quero que ele signifique, ou o que você quer que signifique.
Se tentarmos nos aprofundar nesses pensamentos, é possível fazer um panorama de todas as coisas existentes, pois todas as coisas provém de idéias, num ciclo vicioso: As idéias criam objetos, que produzem novas idéias, que modificam velhos ideais.Um exemplo concreto: Os carros, a partir dos anos 90, começaram a perder o seu formato quadrado, sendo substituídos por modelos mais redondos, com um design mais arrojado.Isso tudo é feito baseado em pesquisa, que se baseia exatamente no nosso desejo.É difícil acompanhar a história, devido ao nosso curto, porém longo, tempo de vida,mas basta ler livros e assistir documentários sobre qualquer movimento histórico ou social, e se pode sempre fazer o link entre o desejo e a forma concreta, que nós, homens, modificamos.Todos os impérios caíram ou cairão um dia, toda revolução teve ou terá seu ápice e seu fim, seja ele trágico ou não, todo ditador um dia morre, todo gênio um dia morre.A questão é que todos os homens morrem, todos os impérios caem e surgem outros, mas a idéia nunca acaba.Essa é a diferença do homem para o gênio.O homem é fraco, e o gênio é somente a idéia.A mente nunca morre, os homens morrem e retornam á terra, para frutificar novos homens.
É possível que tudo seja só uma criação artificial de cada mente, para esconder, ou nos preparar para o real, se é que ele existe, afinal, fruto da mente ou não, eu sinto, respiro, vivo e morrerei, sem dúvida.
Recomendo o filme "Quem somos nós?" << pra entender um pouco disso que eu falei, caso tenha ficado confuso.
Boa Tarde.
Quanticum
Thursday, December 21, 2006
As portas, se abrem?
Passei 4 dias viciado no som do The Doors.
Acho simplesmente fantástico o som dos caras, de verdade.
Refletindo sobre as portas que a humanidade tem que arrombar, abrir ou simplesmente decifrar o segredo, descobri algumas coisas intrigantes.
Quantas portas se abrem na nossa frente nessa caminhada enorme denominada vida?Quantas se fecham?Quantas pedem um pouco mais de esforço, e quantas se desfazem só no olhar?Talvez o Morrison quis trazer isso, a noção de desafio, cada porta significa um desafio, que exige de nós, meros átomos se chocando e explodindo, um esforço, seja ele físico ou mental, para abri-la.As portas são as chances, as tentativas, os testes que aplicamos em nós mesmos.
O monótono, o chato, o normal, o usual, talvez venha do medo, da impossibilidade de escolher uma porta, uma chance.A falta de equilíbrio, o terror que cada coisa nova imprime na nossa mente, o terror ainda maior do desconhecido, mesmo que esse seja inofensivo.As portas estão sempre abertas, somente as nossas mãos estão fechadas, com medo de girar a maçaneta.Temos o poder da escolha, da democracia, da sociedade, e o esperado e faminto século XXI ainda não mostrou suas garras perante as portas.Será que trinta anos não são o suficiente para se acostumar com as chances e agarrá-las, como fez o macaco com o osso em 2001 - Uma odisséia no espaço?
está na hora de esquecer o básico, e quebrar o osso para ver o seu interior, é o que penso.Toda maçaneta que abre uma porta queima de ansiosidade para tocar nossas sagradas palmas, e despir, desvendar, desmascarar toda essa utopia, fazer do real, o real.
Boa Noite
Quanticum.
Acho simplesmente fantástico o som dos caras, de verdade.
Refletindo sobre as portas que a humanidade tem que arrombar, abrir ou simplesmente decifrar o segredo, descobri algumas coisas intrigantes.
Quantas portas se abrem na nossa frente nessa caminhada enorme denominada vida?Quantas se fecham?Quantas pedem um pouco mais de esforço, e quantas se desfazem só no olhar?Talvez o Morrison quis trazer isso, a noção de desafio, cada porta significa um desafio, que exige de nós, meros átomos se chocando e explodindo, um esforço, seja ele físico ou mental, para abri-la.As portas são as chances, as tentativas, os testes que aplicamos em nós mesmos.
O monótono, o chato, o normal, o usual, talvez venha do medo, da impossibilidade de escolher uma porta, uma chance.A falta de equilíbrio, o terror que cada coisa nova imprime na nossa mente, o terror ainda maior do desconhecido, mesmo que esse seja inofensivo.As portas estão sempre abertas, somente as nossas mãos estão fechadas, com medo de girar a maçaneta.Temos o poder da escolha, da democracia, da sociedade, e o esperado e faminto século XXI ainda não mostrou suas garras perante as portas.Será que trinta anos não são o suficiente para se acostumar com as chances e agarrá-las, como fez o macaco com o osso em 2001 - Uma odisséia no espaço?
está na hora de esquecer o básico, e quebrar o osso para ver o seu interior, é o que penso.Toda maçaneta que abre uma porta queima de ansiosidade para tocar nossas sagradas palmas, e despir, desvendar, desmascarar toda essa utopia, fazer do real, o real.
Boa Noite
Quanticum.
Saturday, December 16, 2006
O Picadeiro
Bendita inspiração da madrugada!Me faz vir até aqui despejar desejos, notícias, alegrias e até tristezas ás letras, velhas companheiras.
Certa vez fiz uma analogia da vida a um circo.O circo é um lugar completo, digo, todos que vivem num circo expõem as suas habilidades ao seu máximo (ou não) para um público desconhecido, alheio.As minhas 4 palavras de ordem são:Equilíbrio, Reflexão, Percepção e Liberdade.
Como negar o equilíbrio que emana do circo?Tudo é calculado, testado, e é sempre um desafio.Não se enganem, o equilíbrio é consequência dos desafios bem sucedidos, e dos mal sucedidos também.A força do ator, artista ou louco que se exibe é impressionante, de um equilíbrio, uma compenetração, incomparável.
O circo é uma reflexão, um modo de vida, uma decisão.Uma vivência perpétua, não no fato de ESTAR, concretamente, no circo, mas de viver o circo, estar sempre em contato com a arte, com a criação, com o nascimento de novas coisas e idéias.Tudo que nos rodeia é um circo, onde atuamos, como pessoas que gostaríamos de ser ou simplesmente precisamos fingir (fingir não, atuar) ser.
Como já citei anteriormente, o circo, como a vida, é feita de decisões, é um comportamento.A percepção provém da arte.Não existe criação sem percepção, sem visão.O circo é um quebra-cabeças encaixado, onde a arte determina a figura que existe no mesmo.A vida gira com tal velocidade que o seu quebra cabeças nunca fica montado, e a cada dia aumenta o número de peças, á procura de encaixes.
Por fim, a liberdade.Não quero falar das histórias ou contos onde determinado indivíduo foge com o circo e volta anos depois, nem sobre a proteção aos animais que vivem presos, fora de seu habitat, pois essa liberdade é pragmática demais, muito discutível, mas sem reflexão.Quero falar da liberdade de espírito, a lavagem da alma que o circo oferece,a possibilidade de viver bebendo de uma fonte interminável de idéias, criações e de novidade, sempre cheia de cor, algumas vezes cheia de dor, mas sempre livre.Livre para amar, querer, fazer, e fazer o que quiser, sempre.
Pois é, acordar pela manhã é erguer, de novo, o seu próprio picadeiro.Os sentimentos são os ouvintes e atuantes, e o coração é a grande lona que cobre toda a atuação.O circo é mais uma das facetas, representações da vida em pequena escala.
Boa Madrugada.
Quanticum.
Certa vez fiz uma analogia da vida a um circo.O circo é um lugar completo, digo, todos que vivem num circo expõem as suas habilidades ao seu máximo (ou não) para um público desconhecido, alheio.As minhas 4 palavras de ordem são:Equilíbrio, Reflexão, Percepção e Liberdade.
Como negar o equilíbrio que emana do circo?Tudo é calculado, testado, e é sempre um desafio.Não se enganem, o equilíbrio é consequência dos desafios bem sucedidos, e dos mal sucedidos também.A força do ator, artista ou louco que se exibe é impressionante, de um equilíbrio, uma compenetração, incomparável.
O circo é uma reflexão, um modo de vida, uma decisão.Uma vivência perpétua, não no fato de ESTAR, concretamente, no circo, mas de viver o circo, estar sempre em contato com a arte, com a criação, com o nascimento de novas coisas e idéias.Tudo que nos rodeia é um circo, onde atuamos, como pessoas que gostaríamos de ser ou simplesmente precisamos fingir (fingir não, atuar) ser.
Como já citei anteriormente, o circo, como a vida, é feita de decisões, é um comportamento.A percepção provém da arte.Não existe criação sem percepção, sem visão.O circo é um quebra-cabeças encaixado, onde a arte determina a figura que existe no mesmo.A vida gira com tal velocidade que o seu quebra cabeças nunca fica montado, e a cada dia aumenta o número de peças, á procura de encaixes.
Por fim, a liberdade.Não quero falar das histórias ou contos onde determinado indivíduo foge com o circo e volta anos depois, nem sobre a proteção aos animais que vivem presos, fora de seu habitat, pois essa liberdade é pragmática demais, muito discutível, mas sem reflexão.Quero falar da liberdade de espírito, a lavagem da alma que o circo oferece,a possibilidade de viver bebendo de uma fonte interminável de idéias, criações e de novidade, sempre cheia de cor, algumas vezes cheia de dor, mas sempre livre.Livre para amar, querer, fazer, e fazer o que quiser, sempre.
Pois é, acordar pela manhã é erguer, de novo, o seu próprio picadeiro.Os sentimentos são os ouvintes e atuantes, e o coração é a grande lona que cobre toda a atuação.O circo é mais uma das facetas, representações da vida em pequena escala.
Boa Madrugada.
Quanticum.
O primeiro.
Bom, o que posso prometer a partir desse ponto? Nada.
Só se pode se falar de algo feito, após o mesmo estar feito, como primeira frase.Minhas idéias, as permitidas pelo meu cérebro quântico e pelo destino que me carrega nessas ondas da vida, provavelmente estarão aqui.Mas existem frases e idéias proibidas pelo meu próprio pensamento.Essas vão lutar pra também estar aqui.Quanto a essas, não garanto nada.
Bem vindos, eu mesmo e todos que visitam ou visitarão esse blog.
Bom Dia
Quanticum.
Só se pode se falar de algo feito, após o mesmo estar feito, como primeira frase.Minhas idéias, as permitidas pelo meu cérebro quântico e pelo destino que me carrega nessas ondas da vida, provavelmente estarão aqui.Mas existem frases e idéias proibidas pelo meu próprio pensamento.Essas vão lutar pra também estar aqui.Quanto a essas, não garanto nada.
Bem vindos, eu mesmo e todos que visitam ou visitarão esse blog.
Bom Dia
Quanticum.
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